Pé-de-Meia beneficia quase 200 mil estudantes no Amazonas e paga incentivo para manter jovens na escola

Foto: Ricardo Stuckert

Quase 200 mil estudantes do ensino médio público no Amazonas são beneficiados pelo Pé-de-Meia, programa do Governo Federal que oferece incentivos financeiros para estimular a frequência escolar e a conclusão dos estudos.

Criada durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a iniciativa funciona como uma espécie de poupança para estudantes e busca enfrentar um problema que afasta milhares de adolescentes das salas de aula: a necessidade de abandonar os estudos para ajudar na renda familiar.

Pelas regras apresentadas pelo programa, o estudante recebe R$ 200 pela matrícula anual e pode ter direito a R$ 200 mensais, desde que cumpra os critérios exigidos de frequência escolar.

Além das parcelas recebidas durante o ano, há um incentivo de R$ 1 mil por série concluída com aprovação. Esse dinheiro fica reservado e pode ser sacado após a conclusão do ensino médio.

Estudantes do terceiro ano que participarem do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também recebem um adicional de R$ 200.

Dinheiro está ligado à permanência na escola

A lógica do Pé-de-Meia associa o pagamento do benefício ao avanço do aluno no ensino médio. Matrícula, frequência, aprovação e participação no Enem estão entre as etapas consideradas para o recebimento dos incentivos.

A proposta é diminuir o peso das dificuldades econômicas sobre estudantes de famílias em situação de vulnerabilidade e criar condições para que os jovens não precisem interromper os estudos em busca de renda.

No Amazonas, o alcance de quase 200 mil beneficiários dá dimensão à presença do programa entre os estudantes da rede pública.

O auxílio pode ser utilizado pelos jovens em despesas da própria rotina, enquanto parte dos valores permanece como uma reserva vinculada à conclusão dos estudos.

Lula relaciona programa ao combate à evasão

Ao explicar a criação do Pé-de-Meia, Lula afirmou que o Governo Federal identificou que aproximadamente 500 mil jovens abandonavam o ensino médio por necessidade econômica.

Segundo o presidente, esse cenário levou à criação de uma política de transferência de renda diretamente relacionada à permanência dos estudantes na escola.

“O que é mais barato para o país: investir na educação agora ou gastar depois com presídios e segurança pública?”, questionou Lula ao defender o programa.

A declaração resume um dos argumentos usados pelo governo para justificar a iniciativa: fazer do investimento na educação uma forma de ampliar oportunidades e reduzir situações de vulnerabilidade no futuro.

Foto: Ricardo Stuckert

Conclusão do ensino médio pode ampliar oportunidades

Além de enfrentar a evasão escolar, o Pé-de-Meia busca aumentar o número de jovens que chegam ao fim do ensino médio.

A conclusão dessa etapa é necessária para quem pretende avançar para o ensino superior e também pode ampliar as possibilidades de acesso a cursos profissionalizantes e ao mercado de trabalho.

Para os estudantes amazonenses atendidos, o programa cria um incentivo financeiro imediato e, ao mesmo tempo, uma reserva que depende do avanço e da conclusão da formação escolar.

Com quase 200 mil beneficiários no Amazonas, o Pé-de-Meia coloca a permanência na escola no centro de uma política que combina educação e transferência de renda.

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