O parque Encontro das Águas Rosa Almeida, em construção no bairro Colônia Antônio Aleixo, na zona Leste de Manaus, chegou a 70% de execução e entrou em uma das etapas mais importantes da obra. Nesta terça-feira (18), o prefeito Renato Junior acompanhou a fase final de concretagem da estrutura da Oca Niemeyer, um dos principais elementos do projeto.
A previsão da Prefeitura de Manaus é concluir o parque em dezembro deste ano. O espaço foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e deverá unir contemplação do Encontro das Águas, arquitetura, gastronomia, cultura e atividades turísticas em uma área que a gestão municipal pretende transformar em um novo eixo de visitação da capital.

Oca Niemeyer entra em fase decisiva
Um dos maiores destaques do projeto é a chamada Oca Niemeyer, estrutura que atualmente possui sete metros de altura e deverá atingir 21 metros quando estiver concluída.
A etapa atual envolve a última concretagem da estrutura principal. Posteriormente, serão instaladas esferas que compõem a representação arquitetônica do encontro dos rios Negro e Solimões.
Segundo a prefeitura, trata-se do primeiro projeto assinado por Oscar Niemeyer construído no Amazonas.
Durante a vistoria, Renato Junior afirmou que o período de verão tem permitido acelerar o cronograma da obra.
“Hoje estamos fazendo a última concretagem da oca e já chegamos a 70% dessa obra”, declarou o prefeito.
A proposta arquitetônica busca integrar a obra de Niemeyer à paisagem natural do Encontro das Águas, um dos principais atrativos turísticos do Amazonas.

Prefeitura aposta em novo eixo turístico na zona Leste
Além da própria estrutura física do parque, a administração municipal pretende criar uma cadeia de serviços turísticos envolvendo moradores da região.
Uma das propostas apresentadas pelo prefeito é oferecer capacitação para moradores do Colônia Antônio Aleixo atuarem como guias turísticos, incluindo treinamento bilíngue para atendimento a visitantes estrangeiros.
A estratégia busca fazer com que parte da movimentação econômica gerada pelo parque permaneça na própria comunidade, por meio da geração de emprego e renda ligada ao turismo, gastronomia e prestação de serviços.

Renato Junior afirmou que a intenção é transformar o espaço em mais do que um ponto de contemplação.
“Não será apenas um ponto de visitação, mas um ponto de conhecimento turístico da nossa história, da nossa cultura e também da nossa culinária”, disse.
A aposta da prefeitura é que a combinação entre a vista privilegiada para o Encontro das Águas, a arquitetura de Niemeyer e a gastronomia regional amplie o fluxo de visitantes para uma região da cidade que historicamente fica fora dos circuitos turísticos mais tradicionais.

Projeto pode criar nova rota de turismo em Manaus
Caso alcance o fluxo esperado, o parque poderá contribuir para descentralizar parte da atividade turística concentrada atualmente em regiões como o Centro Histórico e a Ponta Negra.
A zona Leste poderá ganhar, assim, uma nova rota vinculada ao Encontro das Águas, favorecendo restaurantes, transporte turístico, comércio e pequenos empreendedores do entorno.

Durante a visita técnica, o diretor-presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Antônio Peixoto, afirmou que o projeto reúne elementos com potencial para transformar o local em um novo cartão-postal da cidade.
Segundo ele, o espaço combina arquitetura, cultura, história e valorização urbana da zona Leste.
A vistoria também contou com representantes de veículos de comunicação do Amazonas, convidados pela prefeitura para acompanhar o andamento dos trabalhos.
Com a obra chegando à fase final, os próximos meses serão decisivos para o cumprimento do cronograma. Se a conclusão ocorrer dentro da previsão anunciada para dezembro, Manaus poderá iniciar 2027 com um novo equipamento público voltado ao turismo e à valorização de um dos principais símbolos naturais da Amazônia.


