Amazonas entra no top 5 nacional em Segurança Pública e amplia ofensiva contra o crime

Estado avançou quatro posições no ranking do CLP. Em 2026, forças de segurança já apreenderam 59,2 toneladas de drogas.
Foto: Divulgação/SSP-AM

O Amazonas alcançou a 5ª posição do Brasil em Segurança Pública no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O resultado representa um avanço de quatro posições em relação ao levantamento anterior e coloca o estado na melhor colocação da série histórica nesse pilar.

Na edição de 2025, o Amazonas aparecia em 9º lugar em Segurança Pública. No ranking geral de competitividade, o estado também avançou, passando da 17ª para a 14ª posição em 2026.

O desempenho reúne indicadores de diferentes períodos e, portanto, não pode ser atribuído exclusivamente à atual gestão estadual. Os dados mais recentes apresentados pelo governo, no entanto, apontam continuidade das operações de combate ao tráfico e redução de determinados tipos de crime desde abril.

Apreensões de drogas chegam a 59,2 toneladas

Segundo balanço apresentado até 6 de setembro, as forças estaduais de segurança apreenderam 59,2 toneladas de drogas em 2026.

A Polícia Militar do Amazonas teria sido responsável por 41,3 toneladas, quase 70% do total. Dentro da corporação, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) aparece com 21,07 toneladas apreendidas.

Desde 4 de abril, quando Roberto Cidade assumiu o Governo do Amazonas, o Sistema de Segurança Pública contabilizou 34,4 toneladas de entorpecentes retiradas de circulação, conforme os dados enviados pela gestão.

Desse volume, 25,4 toneladas teriam sido apreendidas pela Polícia Militar. Isso corresponde a 58,1% de todas as drogas contabilizadas no estado desde o início deste ano.

Homicídios e roubos apresentam redução

O balanço da atual gestão aponta ainda queda de 14,2% nos homicídios no Amazonas entre 4 de abril e 31 de julho, na comparação com o mesmo período de 2025. Os registros passaram de 254 para 218.

Em Manaus, a redução informada foi maior: 29,1%.

No mesmo período, os roubos de veículos teriam caído 61,4%, enquanto os roubos ao comércio recuaram 35,3% e os roubos a pedestres, 30%.

Na capital, os assaltos ao transporte coletivo registraram queda de 54,5%, segundo os números divulgados pelo governo.

No primeiro trimestre de 2026, os roubos de celulares caíram de 5.152 para 2.679 ocorrências, uma redução de 48% em comparação com o mesmo período de 2025.

Os roubos no transporte coletivo diminuíram de 153 para 32 casos, queda de 79%, enquanto os roubos a pedestres passaram de 4.759 para 2.647 registros.

Esse histórico ajuda a explicar por que o resultado do ranking do CLP deve ser entendido como consequência de uma trajetória acumulada, e não apenas de medidas implementadas nos últimos meses.

Tecnologia e operações reforçam combate ao crime

Entre as ferramentas utilizadas pelas forças de segurança estão o Sistema Paredão, que usa videomonitoramento e cruzamento de informações para identificar veículos e auxiliar investigações, e o RecuperaFone, voltado ao rastreamento de celulares e combate à receptação.

Nos rios do Amazonas, as Bases Arpão ampliam a fiscalização e as operações integradas contra o narcotráfico, pirataria e outros crimes.

Já a Operação Segurança Presente contabilizou, em seus dois primeiros meses, 832 prisões em flagrante, 556 mandados judiciais cumpridos e 5,5 toneladas de drogas apreendidas, segundo o balanço apresentado pelo governo.

Cidade promete novos presídios e concurso

Candidato à reeleição, Roberto Cidade (União Brasil) incluiu a Segurança Pública entre as prioridades apresentadas para um eventual novo mandato.

Entre as propostas estão a construção de dois novos presídios, convocação de candidatos aptos do cadastro de reserva e realização de um novo concurso para ampliar o efetivo das forças estaduais.

Cidade também promete ampliar investimentos em inteligência, videomonitoramento, equipamentos, viaturas e operações fluviais.

Para os municípios do interior, a proposta prevê apoio à estruturação e capacitação das guardas municipais por meio de convênios, observadas as exigências legais.

As medidas são compromissos de campanha e, portanto, dependem da reeleição, disponibilidade orçamentária e dos procedimentos administrativos necessários para serem implementadas.

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