A passagem de um ciclone bomba pelo Rio Grande do Sul deixou uma pessoa morta, cinco feridas e danos registrados em pelo menos 118 municípios. O balanço foi confirmado nesta sexta-feira (7) pela Defesa Civil estadual, que segue atualizando as ocorrências enviadas pelas prefeituras.
Segundo informações divulgadas pela repórter Fabíola Sinimbú, da Agência Brasil, a morte ocorreu na rodovia estadual RS-124, em Montenegro. A vítima era um homem que trafegava de motocicleta quando sofreu um acidente envolvendo uma árvore na pista.
As circunstâncias exatas ainda são investigadas. A Defesa Civil informou que não foi possível confirmar se a árvore caiu no momento em que o motociclista passava pelo trecho ou se já estava sobre a rodovia antes da colisão.
Feridos foram registrados em diferentes municípios
Entre as cinco pessoas feridas, um dos casos considerados mais delicados ocorreu em Novo Hamburgo. De acordo com a Defesa Civil, uma pessoa acabou se enroscando em fios durante o vendaval enquanto se deslocava pela cidade. O estado de saúde exige maior atenção.
Em Osório, um militar que participava de um atendimento foi atingido por um estilhaço enquanto estava dentro de uma viatura.
Outras três pessoas sofreram ferimentos considerados leves em Dom Feliciano.
Os fortes ventos foram responsáveis pela maior parte das ocorrências registradas nos municípios atingidos. Também houve relatos de danos provocados por queda de granizo, embora em menor número.
Ventos provocaram maior parte dos estragos
O fenômeno avançou pela Região Sul acompanhado de instabilidade, rajadas intensas de vento e queda de granizo em alguns pontos.
Além de representar risco para motoristas e pedestres, os ventos fortes podem provocar quedas de árvores, interrupção no fornecimento de energia, danos em imóveis e bloqueios de vias.
O balanço inicial de 118 municípios com registros de danos mostra a abrangência do episódio climático no território gaúcho. A quantidade de ocorrências ainda poderá aumentar conforme novas informações sejam encaminhadas pelas cidades.
Defesa Civil diz que pior já passou
Apesar dos estragos, a avaliação das autoridades é de que o período de maior risco terminou.
Com o afastamento do ciclone e o enfraquecimento da frente fria associada ao sistema, a Defesa Civil informou que não são esperados novos transtornos de grande intensidade nesta sexta-feira.
A diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil, Ana Maria Hermes, afirmou que o ciclone avançou e deixou de representar uma ameaça significativa para a região.
Mesmo assim, o monitoramento continua e o balanço poderá sofrer alterações ao longo do dia, especialmente com a confirmação de novos danos em municípios afetados.
Conteúdo reproduzido da Agência Brasil.


